Desespero

Um homem caminha lentamente por um corredor escuro. Ele cambaleia indeciso. Perdido em pensamentos, ele vacila quando vê uma porta ao seu lado. Ele toca a maçaneta e prepara-se para girá-la, quando uma velha ferida em seu peito arde e ele desiste de seu intento. As vozes em sua mente insistem para ele continuar, apesar de sua vontade de jogar-se ao chão e ali apodrecer. Mas ele continua. Com seus passos vacilantes ele encontra outra porta. Esta parece mais atrativa do que a outra e o homem enche-se de coragem e toca a maçaneta. Seu peito dói novamente e ele solta a maçaneta. Seu sentimento agora é de confusão e medo. Mas novamente ele continua. Ele ouve uma música suave e triste que toca profundamente em sua alma. Ele a segue. Encontra uma porta. Ele olha fixamente para a maçaneta e apesar daquela bela música ter tomado completamente sua alma, desta vez ele não a toca. Ele volta-se para o corredor cabisbaixo e continua seu caminho. Agora o corredor já não está mais tão escuro. Uma luz azulada iluminava uma porta ao seu lado. De dentro dela ele podia ouvir risos. Parecia uma festa. Ele olha pesaroso para a porta. Será? Sua já abalada mente se pergunta. Estará atrás desta porta o tesouro que eu mais procuro? Mas ele volta-se para o corredor e continua. O caminho agora está iluminado. Ele consegue ver claramente o corredor, e entristecesse ao ver que não enxerga um fim nele. Ele deixa-se cair ao chão. As lágrimas são espontâneas e ele já nem tenta mais segurá-las. Quantas vezes no passado já não o fizera? Chega de fingir. A dor era forte agora. O peito ardia, era como se estivesse em chamas. Mas sua mente não podia deixá-lo em paz. As vozes repetiam incessantemente: Continue! Continue! O homem levantou-se. Levou horas para conseguir criar forças para dar um passo. Mas o fez.Voltou a caminhar pelo corredor iluminado. Encontrou uma porta simples. Olhou para a maçaneta e a tocou. Não houve dor. Ele girou a maçaneta e lentamente abriu a porta.
Neste momento tudo mudou. O tempo parou. Um sentimento novo preencheu seu ser. Ele estava sentindo uma alegria intensa. Nada poderia tirar aquilo dele. Tudo era novo. Tudo era descoberta. Tudo o preenchia. Ele então se embriagou daquele novo sentimento. Ele se tornou frágil e dependente daquele mundo. As cores, as formas, os aromas o preenchiam. Ele esquecera o corredor, as portas e a dor. Ele esquecera de sua busca e de seu tão almejado tesouro e contentou-se com tão pouco. Ele subia dois degraus em sua alegria, mas caía três em sua consciência. Logo ele tornou-se apenas uma sombra. E quando não havia mais nada para ser sugado daquela pobre alma, a porta se fechou e ele se viu novamente em um corredor escuro.
Neste momento tudo mudou. O tempo parou. Um sentimento novo preencheu seu ser. Ele estava sentindo uma alegria intensa. Nada poderia tirar aquilo dele. Tudo era novo. Tudo era descoberta. Tudo o preenchia. Ele então se embriagou daquele novo sentimento. Ele se tornou frágil e dependente daquele mundo. As cores, as formas, os aromas o preenchiam. Ele esquecera o corredor, as portas e a dor. Ele esquecera de sua busca e de seu tão almejado tesouro e contentou-se com tão pouco. Ele subia dois degraus em sua alegria, mas caía três em sua consciência. Logo ele tornou-se apenas uma sombra. E quando não havia mais nada para ser sugado daquela pobre alma, a porta se fechou e ele se viu novamente em um corredor escuro.
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