segunda-feira, abril 02, 2007

Desilusões ou A Verdade se Abre Aos Olhos Daquele Que Não Queria Ver

Por que eu me espanto?
Se tudo por mim já era esperado?
Por que confio nas pessoas?
Se podres e corruptas todas são?

A vida não me dá um alento
O mundo não dá esperança
Os sonhos não me dão o descanso
A morte me foge a todo instante

Devo fazer o que devo fazer
Devo escolher a vida que me é digna viver
Devo esquecer a beleza que criei
Na ilusão de que feliz um dia poderia ser

Ao inferno com a pureza da alma
Quero lascívia e depravação
Já chega de manter a calma
Os prazeres da carne meu norte serão

Descer ao inferno para buscar seu amor
Nunca ouvi bobagem tão grande
Subir aos céus pra livrar-se da dor
É a estupidez de um louco ignorante

Assim será meu caminho
Retorno do nada ao obscuro sentir
Felicidade inútil de crianças tolas
Amor e respeito não vão mais existir

Ninguém viu quando a fria lâmina atravessou seu pulsante coração
Ninguém chorou quando seu corpo caiu ao chão
Ninguém lembrou de suas palavras de consolo
Ninguém parou para estender-lhe a mão

Ninguém sofreu pelos seus sonhos perdidos
Ninguém sentiu falta de seu sorriso
Ninguém se importou com o seu sofrimento
Ninguém o procurou quando estava perdido...

Um brinde aos loucos, pois eles já se libertaram desse maldito mundo....

2 Comments:

Blogger Marie said...

Boa noite meu querido...
andei caminhando...
por aí...
tô voltando ...
meio lenta...
saudades de ti...
beijinhos na alma

10:46 PM  
Anonymous Anônimo said...

Existe um algo ainda por fazer, as palavras só existem como arma do poeta !
Assim como aclamações de um povo pela benção do profeta;

Não desista apenas siga, o caminho por si só o levara ao começo !

5:39 PM  

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