terça-feira, agosto 08, 2006

Despedida




À minha amada,

Esta despedida assino com sangue
Deixando para mim um triste pesar
Pois lhe agradeço pelo mundo de sonhos
Que por pouco me fez acreditar

Não a culpo por todo o ocorrido
Nem pelo sofrimento vindouro
Nem me culpo por tudo que sinto
Pois senti no amor um grande consolo

Minha natureza maldita assim me fez
Pois outrora por amor já morri
Não será novidade temer
Que por amor novamente vivi

Deixo-lhe estes versos para que se lembre
De um grande amor que tentei te dar
Pois por mais que de minha virtude duvide
Não podes compreender o valor de amar

Sou um demônio de caminhos proscritos
Isto nem o amor pode mudar
Mas sou um anjo comparado ao maldito
Que seu leito irá compartilhar

Mas não usarei mais palavras rudes
Não transformarei despedida em lamento
Pois se para Ter o amor tudo vale
Para mim isto estará a contento

Escrevo, pois logo me vou
Deixarei este mundo com triste pesar
Mas deixo-lhe de minha alma um pedaço
Que nem o mais terrível vilão poderá lhe tirar

Letras perdidas de um tempo incerto
Palavras sonhadas em um sono insano
Tornando um conjunto lembrando a dor
Vindo de um mundo decerto inumano
Este é meu lar, lar sombrio e escuro
Sou filho do nada e ao nada retorno
Onde os sonhos todos se encontram
Mas do tudo me esforço para sentir seu contorno

Aqui se resume tudo que sou
Pranto, ódio, inveja, tormento
Vindo de um mundo repleto de dor
Onde o amor é seu pior pesadelo

Não podes entender o que sinto
Pois o que sinto é maior do que sou
Pois o maior sacrifício para mim
É receber de bom grado o amor que restou

Maldito seja o dia em que o amor conheci
Pois me abrindo para sentimento tão nobre
Não pude mais viver da forma que vivi
E me tornei um ser miserável e pobre

Por amor desafiei meu senhor
Que me entregou seu mais triste legado
E me incumbiu da mais difícil tarefa
Tomar a alma de quem tenho amado

Dilema difícil me colocam agora
Pois tudo perdi neste mundo macabro
Se mato meu amor eu morro na hora
E para sempre contemplarei o meu rosto marcado

Mas se não matar meu amor tão divino
Meu lorde com ela acabará
E me dará terrível incumbência
Que jamais poderei suportar

Assistir a tudo impassivo
Ver minha amada definhar
Este é o pior castigo
Que uma alma que ama pode suportar

Aprendi uma lição terrível de aceitar
Que quando se ama sacrifícios se faz
E a solidão é seu melhor companheiro
Que a noite escura e serena lhe traz

E deixo por fim este triste legado
Que um poeta um dia escreveu
“Que não seja imortal posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure”

De quem te ama mais que a própria vida

Lord Christopher

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Qual a amada que esta alheia ao sofrimento de seu amante? que mesmo sem consciencia não o abandonaria

11:36 PM  

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