quarta-feira, outubro 18, 2006

O Abismo

Quando pensei ter me encontrado
Descobri que me perdi
Mais uma vez derrotado
A melancolia para mim sorri

O abismo se abriu diante de mim
E sem que eu percebesse nele afundei
E para mim sobrou uma dor sem fim
E minha alegria não mais encontrei

E nesse abismo de trevas
Minha alma se enraizou
E meu coração se tornou pedra
E meu semblante se transformou

Chegou à hora de minha purgação
Todo mal que eu fiz devo pagar
Mas não há expiação
Que possa minha culpa apagar

Devo me resignar e aceitar
Todo o castigo a mim imposto
E não devo jamais reclamar
Pois todo sofrimento para mim é pouco

Pouco a pouco eu colho o fruto amargo
Da vida estúpida que escolhi
E quando penso que está tudo acabado
A morte para mim sorri

Para mim talvez não haja redenção
Mas meu castigo devo aceitar
Devo ser forte na expiação
E de minha culpa devo me purificar

Talvez o castigo me mate
Talvez a expiação me destrua
Talvez este mundo eu deixe
Talvez minha vida acabe

Mais uma vez no obscuro caminho
E mesmo que eu quisesse não há mais volta
Pois no dia que escolhi esta vida
Caminhei para a mais pura tragédia humana

1 Comments:

Blogger J. Palentir said...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

12:37 AM  

Postar um comentário

<< Home