terça-feira, outubro 31, 2006

Esperança



Que esperança há para o mundo
Quando tudo que parece certo desaba
Quando um sorriso já não é suficiente
Para fazer desaparecer toda mágoa?

Que esperança há para o coração
Quando nem os amores mais belos
Sobrevivem à uma pequena labuta
E dissolvem-se quebrando seus elos?

Que esperança há para a vida
Quando as mais puras intenções
Convertem-se em idéias perdidas
E jamais deixam de ser ilusões?

Que esperança há para o homem
Se amor não é suficiente
Para apagar o pecado do ontem
E fazer valer o presente?

Que esperança há para o amor
Se o ódio cresceu em poder
Dominando os corações com ardor
Fazendo a alegria morrer?

Que esperança há para mim
Se tudo se tornou tão banal
Se amar se tornou algo ruim
E se entregar é um erro fatal?